sábado, 24 de maio de 2008

Conseqüência:

do Lat. consequentia

s. f.,

resultado;
efeito;
inferência;
conclusão;
ilação;
importância;
alcance.

Certos pecados podem até terem sido perdoados, mas isso não significa que suas conseqüências não virão.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sentia-se completamente perdida.
Sofria a ausência, sofria os erros e as falhas.
O desespero de não entender.
Como sentimento algum podia povoar aquele coração, deserto árido e sombrio?
Detestava despir sua armadura de ferro, mostrar-se fraca e vulnerável.
Cerrou então os olhos antes que a última lágrima caísse.
E repetiu a si mesma: "That's just a phase, it's got to pass."

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimunda
não seria uma rima, muito menos uma solução.

Ps: Meu coração nem é tão vasto. Quarto e sala com o aluguel atrasado.

sábado, 10 de maio de 2008

Sonhos grandes e pequenos. Alguns extravagantes do tamanho do mundo. Outros tão miudinhos que quase não se viam. Coloridos e monocromáticos. Sérios e divertidos. Assim, de todos os tipos. Raul gostava de observá-los, ali, sentado em sua poltrona, de frente para a estante, onde os dispunha com o maior cuidado, milimetricamente enfileirados. O rapaz cultivava, desde a infância, um prazer incomum, estranho talvez. Roubava sonhos. Não lhe importavam cor, textura, tamanho. Na verdade, quanto mais diferentes lhe parecessem, mais agradável seria fitá-los como se fossem seus. Sim, na ausência de sonhos próprios, desenvolvera a insólita habilidade de apropriar-se dos sonhos alheios. Sempre, porém, sem deixar-se perceber. E, assim, não importava se pertenciam a outrem, eram como se fossem seus. Na verdade, Raul não entendia que seu mesmo era o sonho de um dia poder sonhar.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

- Dói crescer?
- Depende...
- Como assim?
- Na verdade, são outras coisas que fazem doer.
- Não entendo...
- Bem, é assim: você vive, sofre e aprende. E um dia, então, percebe que cresceu.
- Mas com que altura pára de doer?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um, dois, três. Respirou fundo. Precisava buscar forças de um lugar que ela sabia não existir. Isto, porém, não impedia que fingisse. Ocultava lágrimas com sorrisos, carregando consigo a solidão e a tristeza de um poeta. E, assim, todos acreditavam que tudo caminhava bem. Embora ela ainda levasse o amargo sabor das lembranças, não podia abandonar o presente por um passado mal-resolvido. Um passado que insistia em persegui-la e assombrá-la. Um passado que resumia sua vida a uma pergunta: quando aquela dor iria cessar?