Come on you gutless
I'm alive
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Aspas
Certas 'palavras' que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: como não fui eu que fiz?
"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco."
Memórias de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez
Certas 'palavras' que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: como não fui eu que fiz?
"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco."
Memórias de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez
terça-feira, 22 de julho de 2008
Clichê, do francês cliché. Em seu sentido figurativo, lugar-comum, chavão. Pois bem. O medo nada mais é do que um clichê. O que poderia ser senão um clichê? Medo, terror, pavor. Não importa sob quais nomes ele se esconda, está sempre aqui, transcendendo tempo e espaço. E a cada dia, então, essa coisa deixa o casulo e ganha vida dentro de mim. Em uma espécie de metamorfose diária. Ontem, era medo da morte. Hoje, medo da vida. Quem sabe, amanhã, medo de não ter medo. Medo de ser grande e perceber que é o medo quem me faz pequena. Medo de, finalmente, me despir de todos os meus medos.
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