quinta-feira, 1 de maio de 2008
Um, dois, três. Respirou fundo. Precisava buscar forças de um lugar que ela sabia não existir. Isto, porém, não impedia que fingisse. Ocultava lágrimas com sorrisos, carregando consigo a solidão e a tristeza de um poeta. E, assim, todos acreditavam que tudo caminhava bem. Embora ela ainda levasse o amargo sabor das lembranças, não podia abandonar o presente por um passado mal-resolvido. Um passado que insistia em persegui-la e assombrá-la. Um passado que resumia sua vida a uma pergunta: quando aquela dor iria cessar?
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Um comentário:
Isso tem alguma ligação com a minha pessoa?
Tenho mania de me ver em tudo.
É algo assim narcisista dentro de mim...
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