sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Entrou no ônibus. Yakult, all star sujo, suéter cinza, Nelson Rodrigues nas mãos. Procurou alguma trilha sonora para a vida. Incrível acreditar que aos 14 queria morrer aos 27. Vinte e sete, idade de Hendrix, Morrison, Joplin e Cobain. Depois então, alguns anos a mais nas costas. Agora, incrível acreditar que se fazia mulher. Ainda uma ultra-romântica. Não sabia da morte. Não pensava no fim. O que lhe importava era viver. E como a vida se pintava de difícil, quando, na verdade, devia ser fácil, fácil. É coisa do humano complicar tudo, forçava-se a acreditar. Mas, naquela instante, não tinha culpa pelo o que a vida lhe fazia. Tolices, estupidez. Palavras ásperas. Pode alguém sentir falta de algo que não é seu? Ela sentia.
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3 comentários:
E como dá pra sentir falta do que não é nosso...
Gostei do texto! ;)
bjo
é a falta de algo em nós mesmos; algo que só podemos buscar nos outros e nas outras pessoas.
'brigado pelo comentário Lu, e parabéns também pelo blog!
:D
Putz. Profundo isso.
Sentir falta do que já não é MAIS seu tb é difícil.
Tá, parei. É que...melhor deixar pra lá.
Beeijo!
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