domingo, 17 de agosto de 2008

ps: deixou o bilhete por debaixo da porta. Era um adeus tipo sei lá. Com palavras magras, essas que doem menos do que quando ditas. O que fazer? Sofreria, sofreriam. Mas a vida era feita assim de desencontros, dissabores. Custava-lhe agora só virar as costas, descer as escadas e ir. Ir para um não-sei-onde, onde o passado não pudesse alcançar, onde as lembranças não existissem. Onde o amor fosse nome de doença crônica, dessas que a gente toma vacina e tudo. Só por medo de amar.

5 comentários:

Júlia Faria disse...

Por medo de amar...
Pode ser.
Mas tenho pensado às vezes que o medo não vem de amar. Vem de não conseguir desamar o tão amado...

Luana Freitas disse...

o medo de amar vem justamente de saber como é difícil - impossível às vezes - desamar o tão amado.

Luana Freitas disse...

ps: por isso ando com a minha carteira de vacinaçao sempre em dia.

:)

pausa pra risada maligna.

Júlia Faria disse...

ps: por isso ando com a minha carteira de vacinaçao sempre em dia.

pausa pra risada irônica. ;)

Cinthia Pascueto disse...

Minhas vacinas estão atrasadas.

E eu procuro não me importar com isso.

;)