domingo, 31 de agosto de 2008

Era um nome incomum. Do tipo que a gente só vê por aí nos grandes heróis. Ou nas paixões não-correspondidas, romances de pôr-do-sol que doem forte aonde quer que a gente vá. E assim foi. Um sábado, um cinema. Aquela noite não. Ele não estaria lá. Mesmo com todo o frio, com todo o desejo por um corpo que a aquecesse. Entrou na fila da bilheteria. Estava atrasada. Sempre atrasada. O atraso que uma vez tramou o fim. Trágico pra ela, blasé pra ele. No balcão, pegou um papel sem interesse algum, só pra disfarçar o tempo. Falava de um homem forte, mais forte do que tudo isso, feito bicho. Parecia herói. Mas, pra ela, tinha nome de amor platônico.

2 comentários:

Júlia Faria disse...

Nomes bem incomuns.
Tipo Bento.
O nome que era do meu futuro filho, mas que agora vai ser do meu futuro cachorro... rsrs

leo d. disse...

nao entendi julia,

explica?